INFORMAÇÕES
TÉCNICAS
• Sistema de injeção
Conheça
o conceito de funcionamento e as características do sistema de injeção PLD/MR,
que equipa os veículos pesados da Mercedes-Benz, e os métodos para reparo em
caso de falhas
Tudo
começou nos veículos de passeio, no final dos anos 80, quando a injeção
eletrônica foi implementada aos poucos na indústria automotiva e revolucionou o
mercado, proporcionando aos automóveis redução de combustível, melhor
performance do motor e menor emissão de poluentes na atmosfera.
A
partir daí, a utilização do mesmo conceito de injeção direta de combustível em
veículos comerciais e pesados, equipados com motores diesel, foi só uma questão
de tempo e muita pesquisa. Mas nesse caso, porém, tem um agravante a mais: as
leis de a emissão de poluentes são muito mais rígidas, no Brasil, por exemplo,
está em vigor o CONAMA 5 (Conselho Nacional do Meio Ambiente), equivalente à
Euro 4.
A
maioria dos veículos novos saem de fábrica com motores eletrônicos, ou seja,
dispensam a bomba injetora de combustível acionada mecanicamente, e passam a
contar com um módulo eletrônico que gerencia a dosagem do combustível além de
outros parâmetros relacionados, principalmente, com a eletrônica embarcada do
veículo, como transmissão automática, freio motor, ar-condicionado, air bag e
ABS.
Nessa
matéria revelamos as características do sistema de injeção eletrônica dos
modelos pesados da Mercedes-Benz, equipados com motores eletrônicos OM 457 LA,
adotados nos modelos Axor acima de 350 cv: 2035, 2040, 2044, 2540, 2544, 2640,
2644, 3340 e 3344.
A
manutenção preventiva desse sistema de injeção começa com as regras do plano de
revisão disponibilizado no manual do proprietário, onde constam os procedimentos
que devem ser executados dentro dos prazos determinados, de acordo com cada
aplicação: leve, moderada ou severa. Por outro lado, o sistema conta com o
dispositivo "TELLIGENT", que indica no display do painel de
instrumentos a hora certa da troca dos óleos lubrificantes e outros fluidos.
Características técnicas:
A
implantação do sistema com gerenciamento eletrônico, que faz o controle do
regime de funcionamento do motor, exigiu modificações mecânicas com intuito de
melhorar a queima do combustível e diminuir a emissão de poluentes, são elas:
-
Alta pressão de injeção reduz o tempo de injeção e aumenta a atomização do
combustível.
-
Maior quantidade de furos no bico e furos de diâmetros
reduzidos ajudam a atomizar melhor o combustível.
-
Bico posicionado de tal forma que o jato de combustível é uniforme em toda a
região da câmara de combustão.
|
O
sistema de gerenciamento da Mercedes-Benz é formado pelos seguintes
componentes: sensores, atuadores, módulos de controle, indicadores e tomada
para diagnoses.
Os
sensores transformam sinais mecânicos e físicos em sinais elétricos, que são
enviados para a Unidade de Comando Eletrônico (UCE), responsável pelo
acionamento dos atuadores, que por sua vez transformam esses sinais em
movimentos mecânicos.
Os
módulos eletrônicos que compõem o sistema são o de gerenciamento do motor, o
PLD/MR - do alemão Pump Leitung Düse, que significa bomba, tudo e
bico/Regulador do motor; e o de gerenciamento da cabina, ADM/FR. As informações
são enviadas por meio dos cabos CAN.
As
bombas injetoras são individuais em cada cilindro com acionamento mecânico e
controladas eletronicamente.
Os sensores do sistema
Sensor
de PMS:
sinaliza para o módulo o cilindro número 1 quando atinge o ponto morto
superior.
Sensor de rotação: registra a rotação por minuto do motor. (RPM)
Sensor de nível do óleo lubrificante do motor:
localizado dentro do cárter é opcional para cada modelo, podendo apresentar
formas diferentes de conexão.
Sensor
de temperatura de combustível: mede a temperatura do diesel
Sensor de pressão e temperatura do ar do coletor de admissão: indica ao módulo a massa de ar a cada rotação do motor.
Sensor do líquido de arrefecimento do motor:
avisa ao módulo a temperatura do líquido de arrefecimento que faz o
resfriamento do motor
Sensor de pressão e temperatura do óleo do motor:
indica esses importantes fatores para o bom funcionamento do motor.
Sensor
do pedal do acelerador:
informa ao módulo a posição do acelerador e define o torque e a potência, ou
seja, o regime de carga do motor.
Sensor de pressão atmosférica do tipo piezo
elétrico: é instalado dentro do módulo, que usa um cooler para
resfriar.
O Módulo administrador do veículo (ADM/FR): localizado próximo da central elétrica
do carro, dentro da cabina do caminhão.
Problemas
na injeção podem ser identificados, em primeiro lugar, se o veículo apresentar
falhas de funcionamento do motor, dificuldade na hora da partida, baixa
potência, excesso de consumo e emissão de fumaça. Para detectar a avaria com
precisão o técnico deve utilizar um scanner
de diagnoses.
Os
problemas mais corriqueiros no gerenciamento eletrônico são oxidação dos
terminais, mau contato nos chicotes, falta de alimentação elétrica negativa e
positiva dos módulos e má aplicação, em geral. Bicos injetores com problema
podem causar o engripamento do pistão.
Quando
troca uma bomba injetora com defeito, o técnico deve informar ao módulo o novo
número de série e alinhar o sistema, procedimento que só é feito na
concessionária.
Vale
lembrar que, em casos de lavagem do motor do veículo, não deve utilizar
detergentes ou desengraxantes, que podem danificar os terminais e conectores
elétricos.














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