sexta-feira, 19 de junho de 2015

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

    INFORMAÇÕES TÉCNICAS

• Sistema de injeção

Conheça o conceito de funcionamento e as características do sistema de injeção PLD/MR, que equipa os veículos pesados da Mercedes-Benz, e os métodos para reparo em caso de falhas
Tudo começou nos veículos de passeio, no final dos anos 80, quando a injeção eletrônica foi implementada aos poucos na indústria automotiva e revolucionou o mercado, proporcionando aos automóveis redução de combustível, melhor performance do motor e menor emissão de poluentes na atmosfera.

A partir daí, a utilização do mesmo conceito de injeção direta de combustível em veículos comerciais e pesados, equipados com motores diesel, foi só uma questão de tempo e muita pesquisa. Mas nesse caso, porém, tem um agravante a mais: as leis de a emissão de poluentes são muito mais rígidas, no Brasil, por exemplo, está em vigor o CONAMA 5 (Conselho Nacional do Meio Ambiente), equivalente à Euro 4.

A maioria dos veículos novos saem de fábrica com motores eletrônicos, ou seja, dispensam a bomba injetora de combustível acionada mecanicamente, e passam a contar com um módulo eletrônico que gerencia a dosagem do combustível além de outros parâmetros relacionados, principalmente, com a eletrônica embarcada do veículo, como transmissão automática, freio motor, ar-condicionado, air bag e ABS.
Nessa matéria revelamos as características do sistema de injeção eletrônica dos modelos pesados da Mercedes-Benz, equipados com motores eletrônicos OM 457 LA, adotados nos modelos Axor acima de 350 cv: 2035, 2040, 2044, 2540, 2544, 2640, 2644, 3340 e 3344.
A manutenção preventiva desse sistema de injeção começa com as regras do plano de revisão disponibilizado no manual do proprietário, onde constam os procedimentos que devem ser executados dentro dos prazos determinados, de acordo com cada aplicação: leve, moderada ou severa. Por outro lado, o sistema conta com o dispositivo "TELLIGENT", que indica no display do painel de instrumentos a hora certa da troca dos óleos lubrificantes e outros fluidos.

Características técnicas:
A implantação do sistema com gerenciamento eletrônico, que faz o controle do regime de funcionamento do motor, exigiu modificações mecânicas com intuito de melhorar a queima do combustível e diminuir a emissão de poluentes, são elas:
- Alta pressão de injeção reduz o tempo de injeção e aumenta a atomização do combustível.
- Maior quantidade de furos no bico e furos de diâmetros 
reduzidos ajudam a atomizar
 
melhor o combustível.
- Bico posicionado de tal forma que o jato de combustível é uniforme em toda a região da câmara de combustão.
O sistema de gerenciamento da Mercedes-Benz é formado pelos seguintes componentes: sensores, atuadores, módulos de controle, indicadores e tomada para diagnoses.
Os sensores transformam sinais mecânicos e físicos em sinais elétricos, que são enviados para a Unidade de Comando Eletrônico (UCE), responsável pelo acionamento dos atuadores, que por sua vez transformam esses sinais em movimentos mecânicos.
Os módulos eletrônicos que compõem o sistema são o de gerenciamento do motor, o PLD/MR - do alemão Pump Leitung Düse, que significa bomba, tudo e bico/Regulador do motor; e o de gerenciamento da cabina, ADM/FR. As informações são enviadas por meio dos cabos CAN.

As bombas injetoras são individuais em cada cilindro com acionamento mecânico e controladas eletronicamente.


Os sensores do sistema
Sensor de PMS: sinaliza para o módulo o cilindro número 1 quando atinge o ponto morto superior.

Sensor de rotação
: registra a rotação por minuto do motor. (RPM)

Sensor de nível do óleo lubrificante do motor: localizado dentro do cárter é opcional para cada modelo, podendo apresentar formas diferentes de conexão.


Sensor de temperatura de combustível: mede a temperatura do diesel


Sensor de pressão e temperatura do ar do coletor de admissão
: indica ao módulo a massa de ar a cada rotação do motor.

Sensor do líquido de arrefecimento do motor: avisa ao módulo a temperatura do líquido de arrefecimento que faz o resfriamento do motor


Sensor de pressão e temperatura do óleo do motor: indica esses importantes fatores para o bom funcionamento do motor.

Sensor do pedal do acelerador: informa ao módulo a posição do acelerador e define o torque e a potência, ou seja, o regime de carga do motor.

Sensor de pressão atmosférica do tipo piezo elétrico: é instalado dentro do módulo, que usa um cooler para resfriar.


O Módulo administrador do veículo (ADM/FR): localizado próximo da central elétrica do carro, dentro da cabina do caminhão.

 Eventuais avarias
Problemas na injeção podem ser identificados, em primeiro lugar, se o veículo apresentar falhas de funcionamento do motor, dificuldade na hora da partida, baixa potência, excesso de consumo e emissão de fumaça. Para detectar a avaria com precisão o técnico deve utilizar um scanner de diagnoses.
Os problemas mais corriqueiros no gerenciamento eletrônico são oxidação dos terminais, mau contato nos chicotes, falta de alimentação elétrica negativa e positiva dos módulos e má aplicação, em geral. Bicos injetores com problema podem causar o engripamento do pistão.
Quando troca uma bomba injetora com defeito, o técnico deve informar ao módulo o novo número de série e alinhar o sistema, procedimento que só é feito na concessionária.
Vale lembrar que, em casos de lavagem do motor do veículo, não deve utilizar detergentes ou desengraxantes, que podem danificar os terminais e conectores elétricos.


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